Da escrita

6 de Abril, 2021 Não Por Madalena Palma

Tenho escrito tanto.

Mas fica na mente e quase que chega às pontas dos dedos e depois vai-se.

O tempo assume um espaço numa espécie de buraco onde se acumulam coisas.

Umas atrás das outras até que os dias deixam de ter horas e passam a ter fases ou momentos e nos apercebemos que já nem para as conquistas há espaço ou tempo.

Se tivesse que descrever este tempo ou momento diria que me sinto assoberbada com a força. Seja minha ou de quem me rodeia. É incrível o que se consegue fazer com o tempo.

Mascaram-se as mazelas do covid com as risadas. As nódoas negras com as calças largas. O cansaço com o entusiasmo de mais uma coisa boa que aí vem ou que acabou de chegar.

A onda é favorável porque fazemos por isso e no colo só caem as migalhas dos lanches do final de tarde.